Sábado, Maio 10, 2008

Diário de um proletário - Capítulo fim

A vida é assim, quase engraçada. Engraçadinha eu diria. Primeiro me pediram pra redigir uma contestação. Pânico. Não sou o tipo de advogada que faz contestações. Pra ser bem sincera, eu detesto a parte “lide” do direito. Pouco me fodendo estou para as demandas Fulano x cachorro do vizinho; Sicrana x pai que não paga pensão; Mané x Mané que se socaram no trânsito. Trabalhar no contencioso significa isso: passar a ser responsável pelos problemas alheios. Entende a gravidade da coisa? Eu, que sou a rainha da vassoura que varre os problemas pessoais pra debaixo do tapete, me tornando patrona do aborrecimento de terceiros. Mánemmorta. Minha especialidade é na área consultiva. Mesmo que ler contratos também seja um grande pé no saco, é melhor passar o dia tentando achar soluções para pessoas com objetivos comuns do que ficar tentando defender aquilo que, na maioria das vezes não tem defesa. Mariazinha tem uma empresa; Mariazinha precisa de um serviço na sua empresa; Joãozinho presta o serviço que a empresa de Mariazinha quer. Esse contrato tem validade por prazo indeterminado e segue em duas vias com firma reconhecida. Lindo!

Mas me pediram pra fazer uma contestação. Eu nunca redigi uma peça processual assim. Não é díficil. É só sentar no computador e trocar o número da Vara (ui), o nome das partes, os fundamentos de defesa (que já foram fundamentos de outra defesa parecida) e pronto. Fiz a minha como se tivesse saído da barriga de mamãe com uma contestação pronta. O foda é fazer um treco desses baseado em outros trecos que são absolutamente inadequados aos fins que se destinam. Porque aí você tem que começar praticamente do zero. Nem a formatação se salva. Não sei como alguém consegue um cliente de grande porte redigindo defesas cujos parágrafos começam invariavelmente ou com “Assim sendo” ou com “Como se vê”. Nojo. Se a sua finalidade é convencer o *cof* nobre magistrado de que o nome do autor da ação foi parar nos órgãos de proteção ao crédito por culpa exclusiva dele, é bom que você se esforce pra demonstrar isso, caso contrário, seu clientinho vai falir com as condenações por danos morais.

Isso aqui tá chato, eu sei. Tá parecendo até aqueles artiguinhos de quinta que os “colega” de profissão escrevem pro conjur. E não era sobre isso que o capítulo fim do meu diário de proletária comunista/socialista/anarquista deveria tratar. Tampouco a vida é engraçadinha só por que o mundo é povoado de incompetentes que ganham mais do que você. Meu capítulo fim trata de provar por a + b que o meu pé frio é mesmo o maior de toda e qualquer galáxia que possa existir. Senão vejamos: (\o/)

Final de tarde de sexta feira. Você está feliz e tem planos diabólicos de encher a cara calçando all star e cantando indie rock nos inferninhos da augusta por um motivo justo, afinal. Aí te chamam na sala de reunião. E dizem que a casa caiu. Que temos que entregar uma bagaça de 700 processos até segunda feira. Que se você puder ajudar, seriam eternamente gratos. E que sábado - e nem precisa ser às 9 - todos vão trabalhar. Perguntam se você também pode ir. Mas antes que você responda, contam como a rebeldia de 3 estagiários culminou na demissão dos mesmos. E então, você pode vir? Claro que eu posso! Conte comigo. Hoje mesmo já vou ficar até mais tarde agilizando alguns processos.

Primeira semana. Trabalho no sábado. Mas tudo bem. Quem disse que a vida é fácil? E no final do mês, pelo menos, vou ganhar hora extra, certo?

NOT!

Quinta-feira, Maio 8, 2008

Diário de um proletário - Capítulo II

Embora o despertador tivesse tocado bem cedo, só saiu da cama quarenta e cinco minutos depois. Pensou o quão ingrata é a tarefa de abandonar o edredom quentinho e a vira lata peluda com quem divide o travesseiro há três anos. Depois de levar meia dúzia de lambidas no nariz, amaldiçoar o capitalismo selvagem e mais alguns seresumanos, achou que era hora de se movimentar.

No banheiro se despiu dos pijamas tamanho gg com estampa de ursos e entrou no chuveiro. Mesmo recebendo recomendações dermatológicas de não usar água muito quente - por causa das rosáceas que agora mantinha na sua tes balzaquiana - achou que ninguém nesse mundo, nem mesmo aqueles que padecem de rosáceas, devem sofrer a pena de encarar um banho morno nas manhãs frias do outono paulistano.

Tentou imaginar quanto tempo ainda teria pela frente dessa mesma rotina: despertador, banho, secador de cabelos, corretivo, passeio com o cachorro, leite no microondas. Talvez resignada com suas escolhas erradas, desejou que fosse muito esse tempo. Cumpriu suas tarefas de casa com certa alegria medíocre, dirigiu-se ao subsolo do edifício, sintonizou uma estação qualquer e foi pro abate. Não sem antes parar para o primeiro dos tantos cafés e cigarros que viriam ao longo do dia.

A manhã que se seguiu não foi muito diferente das anteriores. Corrigiu as contestações dos estagiários, leu minutas contratuais pouco ou nada interessantes, checou emails e forneceu o número da conta bancária para que lhe depositassem os vales devidos.

Na hora do almoço foi convidada a encarar uma feijoada prato feito por seis reais no boteco da esquina, mas recusou. Ainda que não tenha nojo ou frescuras quanto a sua alimentação, sabe que é desnecessário injetar 100 mililitros de gordura no corpo mignon (abandonara a idéia de se autodenominar anã) em plena quarta feira. Acabou por convencer os demais do grupo e foram ao self service. Talvez por ironia, escolheu comer feijoada. Sentiu uma certa hostilidade no olhar alheio, mas fingiu não reparar. Afinal, era só o terceiro dia de trabalho e portanto cedo demais para inimizades ou antipatias.

O resto do expediente foi quase agradável. Riu com os colegas, falou de filmes, tomou outros cafés e estabeleceu os primeiros planos de ação para a enxurrada de contratos que está por invadir sua caixa de entrada. Recebeu visita do Doutor Mór e foi recomendada a, sempre que estivesse em contato com o cliente, observar as oportunidades de serem trazidos outros negócios para o escritório. Teve vontade de rir nessa hora e também de vomitar, mas esboçou um sorriso cordial e prestativo. Bosta de capitalismo, malditos sejam todos os fabricantes de sapato desse mundo, pensou com raiva.

Era mais ou menos seis e meia quando se despediu, desejando bom descanso aos ainda presentes. No elevador sentiu-se bem por ter a oportunidade de ser amigável com as pessoas, mesmo que não gostasse de pessoas efetivamente. Pegou um pouco de trânsito e desejou ter assistência médica e odontológica pagas pela empresa, além de carteira assinada, décimo terceiro e demais direitos trabalhista que tanto abomina.

Entrou correndo em casa, comprimentou a vira lata que retribuiu o agrado com um pouco de xixi sobre o edredom antes quentinho e foi exercitar os ossos na aula de spinning. Durante as pedaladas, teve a sensação de que enfartaria bem ali, em cima do selim desconfortável que lhe fazia doer a bunda, mas logo afastou a idéia dos pensamentos, uma vez que achou absolutamente indigno terminar a vida assim, despencando de uma bicicleta e vestindo a velha camiseta comprada 10 anos antes num show do bad religion.

De volta ao cafofo, hora de cumprir outras tarefas domesticas: lavou louça, lavou salada, grelhou filé de peixe, cozinhou arroz, limpou xixi, tomou outro banho quente, vestiu os mesmos pijamas gg.

Agora vai dormir o sono justo daqueles que fazem o que tem que ser feito. Sabe que amanhã terá que encarar tudo isso outra vez, com algumas pequenas variações. Talvez dê alguma atenção ao Machado, que só faz juntar pó no criado mudo. Mas antes, tem um último e pequeno desejo:

Sonhar que acorda de um pesadelo.

Terça-feira, Maio 6, 2008

Diário de um proletário

Daí que eu nem fiz (ainda) um post sobre o mundo corporativo e coxinha ao qual pertenço desde ontem. Tá, não aconteceu nada deveras relevante, surpreendente ou mágico que realmente mereça uma análise profunda e tal. Tudo ok, exceto que ainda não deram meu vale comida-por-quilo nem o meu vale chacoalhe-no-busão-de-pé, mas isso é detalhe. O importante mesmo é estar inserida nesse contexto proletário e só. Fiz uma amiga (\o/) na hora do cigarro, que também curte rock e super se animou a fazer happy hours + baladinhas em inferninhos. Impressionante como eu atraio esse tipo de gente. Ninguém fuma no escritório, só eu e a adEvogada que gosta de pop rock e que já cantou numa banda. Nhé!

Ontem não fiz nada, literalmente. Quer dizer, fiz umas coisinhas lá, mas nem sei se aquilo pode mesmo ser considerado trabalho. Hoje passei a manhã inteira numa reunião onde não precisei pronunciar nenhuma palavra que não fosse tudo bem, prazer, obrigada e bom dia. Bem, fiz as pessoas rirem no final da reunião, então acho que mandei bem. Ganhei uma quantidade considerável de cartões, mas não dei o meu pra ninguém, até por que não tenho um cartão pessoal. Quero falar sobre esse lance de troca de cartões em reunião. Não vejo uma finalidade clara em acumular cartões na carteira. Francamente, pra que eu quero o cartão do carinha da logística? Ou do cinquentão moderninho do marketing? E pra que eles teriam meu cartão? Será que quando a gente troca cartão significa que as portas estão abertas para eventual chopp de quinta ou - caso você seja solteira - um beijomeliga? Nhá, desculpa a ignorância, mas não estou acostumada com o procedimento cartões pessoais. Nunca tive um e nunca guardei nenhum que recebi. Cartão na carteira, só com endereço de manicure e olhe lá e se alguém vier nos comentários dizer que eu tenho que ver a coisa sob um ângulo assim ou assado, vai ter porrada, heim?. O resto do dia de hoje foi igual ao dia de ontem, ou seja, estou em dúvida se há mesmo algum trabalho para mim ali.

Voltei pra casa à pé e me senti bem caminhando pela Paulista com minhas sapatilhas de zebra. Vi um fotógrafo apontando uma máquina em minha direção e achei que era um desses que ficam pescando gente féxiom na rua, mas ele só queria tirar uma foto do trânsito mesmo. Decepção superada, voltei a caminhar, dessa vez achando que eu era uma executiva novaiorquina bem sucedida, personagem de algum seriado e que assim que eu chegasse em casa, algo inesperado iria acontecer - uma fofoca, uma notícia bombástica, um add as a friend no Orkut convite pra jantar no japonês -, mas tudo que me aguardava era xixi de cachorro, louça na pia e umas meias sujas no tanque. Sou proletária afinal, o que mais poderia acontecer?

De resto, vou bolar aula de ginástica hoje porque estou cansada (pois é) e com uma fome sem fim e um frio friorento e é isso aí.

Beijomedáseucartão!

Sexta-Feira, Maio 2, 2008

Machado

Todos os dias eu vou até a banca de jornal que tem aqui na esquina comprar cigarros. Um dia desses o jornaleiro me perguntou “e pra ler, não quer nada?”. Fiquei constrangida. Porque né, eu nunca comprava nada na banca além de cigarro. Nem uma revista, nem um jornal nem mesmo um pacote de figurinhas. Então no dia seguinte eu voltei lá e comprei também uma revistinha de passatempo. Eu adoro passatempo Coquetel, me dê um, uma caneta e você não ouvirá minha voz por horas (ficaadica). Acabou virando rotina. A cada dois ou três dias eu comprava um passatempo junto com o cigarro e assim não me sentia tão mal. Tá certo que o jornaleiro deve ter pensado que eu sou uma pão dura, afinal uma revistinha dessas não custa mais de três reais, mas enfim. Pelo menos agora não eram só os cigarros.

Passaram-se uns meses e veio a tal coleção folha de grandes escritores brasileiros. Nunca fui fã de escritores brasileiros e tirando Vidas Secas (que eu me arrependi amargamente de ter lido por causa do capítulo em que a cadela Baleia morre), alguma coisa do Veríssimo e A Casa dos Budas Ditosos do Ubaldo, não li mais nada. Não li Clarice, não li Jorge Amado e nenhum dos livros indicados no vestibular. Acho um porre literatura brasileira, abro mão de qualquer clássico da terrinha em prol de um Hornby ou outro escritor moderninho. Mas aí, tem o Machado. Eu sempre me senti pouco culta por não saber discutir se Capitu traíra ou não Bentinho. Eu sei que poderia ter fingido qualquer merda de opinião, mas veja bem, pessoas que discutem esse tipo de coisa são umas pentelhas certamente sabem distinguir uma opinião fake sobre o tema. Pelo menos eu acho que sabem. E o carão de fingir seria bem pior do que admitir a falta de interesse em Machado, Capitu ou Bentinho. Já estive com o livro muitas vezes na mão, mas aí desistia dele e escolhia outro mais atraente. Mesmo porque, o último ano foi de finanças bem controladas e eu não tinha muitos dinheiros pra comprar dois ou três livros de uma vez.

Então que a folha super me salvou dessa falta de cultura, má vontade para gastar 30 ou 40 reais com um livro pelo qual não me sentia em nada atraída e problemas de pão durice com o jornaleiro da esquina. Quando eu perguntei a ele se já havia recebido os primeiros livros da coleção, ele abriu um sorriso e disse que eu nem precisaria comprar o jornal. E foi assim que por R$ 14,90 eu adquiri Dom Casmurro, Morte e Vida Severina (que eu não sei se um dia vou ler) e fiquei bem na fita com o jornaleiro. Hoje passo por ele de manhã e ele já me dá bom dia e até arrisca uma brincadeira com a vira lata.

E eu estou, aos poucos, engolindo Bentinho. Não vou mentir, não estou gostando muito. Acho péssimo ler “cousas” e outras palavras de grafia duvidosa. Sem contar que não é uma leitura muito fácil, de vez em quando tenho que ler o mesmo parágrafo duas vezes. Mas na próxima discussão que surgir em mesa de bar sobre a traição, ou não, de Capitu, poderei dizer com todas as letras minha humilde opinião:

- Cara, foda-se a Capitu e o Bentinho. Machado de Assis é um verdadeiro pé no saco.

Terça-feira, Abril 29, 2008

Não fui em nenhum show da virada cultural. Até ameacei ver qualquer coisa que não me recordo agora o que era na madrugada de sábado, mas eu tinha acabado de pagar (mais) um mico homérico no show do Carbona que rolou no CB e minha cabeça já estava bem cheia de barulho e de vodka, de modo que achei mais sensato comer um dogão no minhocão e dormir. Bom deixar claro que o mico não teve (quase) nada a ver com o fato de eu estar levemente alcoolizada, mas tão somente com o fato de que o recinto estava praticamente vazio e de que os poucos presente não estavam nem aí pro show. Pinte o seguinte cenário na sua mente: um lugar com uma dúzida de *cof* roqueiros blasés, uma banda no palco sendo completamente ignorada pelos mesmos e duas pessoas ensandecidas dançando e cantando e aplaudindo no meio disso tudo. Imaginou? Então, essas duas pessoas eram eu e o meu gato. Não sei bem se eu deveria me envergonhar de ser uma das duas pessoas ensandecidas ou de ainda ter a cara de pau de continuar frequentando os mesmos lugares. Na dúvida, não sinto vergonha nem de uma coisa nem de outra. Afinal, eu não faço - e nunca fiz - a menor questão de ser da turminha que se acha o último hype dos inferninhos. Prefiro ser da turminha que paga micos homéricos dançando e cantando loucamente e que tem cara de pau de continuar frequentando os mesmo lugares de sempre.

Mas a virada, esse era o ponto. A verdade é que eu tenho um pouco de medo desse negócio de virada cultural. Acredito na equação aglomeração de pessoas + álcool + shows de grátis = a merda na certa. E mesmo que todo mundo fale que tudo foi muito tranquilo e que o povão deixou as armas em casa super se comportou, prefiro ficar com o meu pé (frio) atrás. Mas lamento de verdade não ter visto pelo menos o Lobão. Ano que vem, se eu tiver um colete à prova de bala a minha disposição, capaz que me anime a participar dessa super festa de incentivo à cultura. Juro que como até um churrasquinho grego.

E parece que nesse exato momento está rolando um viral do Batman (coringa walking?) ou de qualquer coisa relacionada a super heróis e vilões aqui perto de casa, mais especificamente próximo a pracinha dos michês. Alguém foi? Eu quase fui até lá com a vira lata dar uma olhada, mas como não ia ter distribuição de brinde, desisti. Achei melhor ficar por aqui mesmo e repor as horas de sono que eu não tive na noite passada, por causa do casal do apartamento de cima. Qualquer dia vou ser obrigada a reclamar pra síndica. Eu não gosto de fazer esse papel de chata do condomínio, eu nunca reclamei de nada. Só que dessa vez eu tô pegando uma birra imensa do casalzinho animado. Porque ou eles me acordam com seus simpáticos uivos orgasmáticos (e isso é tipo três vezes por semana) ou eles resolvem zoar um cara que bateu o carro às 4 da manhã aqui em frente dando gritinhos e assobios enquanto abriam e fechavam a porra da janela 200 vezes seguidas, como na noite passada. Se eu ouvir um suspiro mais alto deles hoje, pego uma vassoura e fico batendo com cabo no teto até as seis da manhã.

Domingo, Abril 27, 2008

About me (mais um meme \o/)

Então, eu estava devendo esse meme pra ela há bastante tempo. Não que a gente se torne realmente devedora de memes, mas eu acho feio ignorar as pessoas e tal. E embora eu reclame sempre de quem passa meme pra mim, no fundo isso só mostra o quanto vocês me amam e acham que sou uma pessoa legal eu gosto. A reclamação é só pra não perder o costume mesmo. Portanto, continuem me passando memes. Ou não.

O lance aqui é dizer cinco coisas sobre você, cinco coisas que você ama e cinco que você odeia. (mais) Uma espécie de listinha Robert-Flaming-style, mas como eu adoro o Rob Fleming - especialmente quando ele foi personificado no John Cusak - nem ligo de fazer dois posts parecidos em sequência. E eu sei que você não aguenta mais ler memes. Nese caso, vá ler outra coisa e não encha o saco. Por acaso eu deixei um recado no seu blog dizendo que “o seu blog é legal, visite o meu”?

Sobre Mim
Cazzo, esse blog é todo sobre mim, acho que já deu pra perceber. Ele é umbiguista, egocentrista, nasceu assim lá no blogspot e espero que ele morra assim num livro de memórias que talvez eu escreva um dia e que obviamente não será de interesse de nenhuma editora, mas foda-se. Vou ignorar as cinco coisas que deveriam constar desse rol. E se você tá mesmo interessado na minha pessoa - o que é pouco provável -, be my guest nos arquivos. Aproveita meu bom humor e poupe seu tempo com esse link* aqui ó.

O que eu amo
Difícil. Não sei se amo cinco coisas. Vale mãe? Porque eu amo a minha, então acho que aqui temos o ítem número 1. Além dela eu amo vodka, shows de bandas ruins em inferninhos toscos e oingo boingo. Falta uma coisa, mas agora não consigo lembrar de nada que eu ame mesmo, sem que isso fique com cara de quinta série. Tipo, amo meus amigos, amo a natureza, amo o Tom Cruise fulaninho da quinta B. Fica só essas quatro aí então.

O que eu odeio
Mais difícil ainda é escolher só cinco coisas odiáveis. Mas pensando em termos atuais, posso dizer que as cinco coisas que eu mais odeio são: o cheddar mcmelt ser um poço de gordura, seu metabolismo ficar uma bosta depois dos 30 anos, pirralhos que se acham no direito de frequentar os mesmo lugares que eu frequento (sim, eu já fui uma pirralha frequentadora de lugares que não deveriam ser frequentado por uma pirralha, mas agora que tô grandinha, detesto a pirralhada). Ir ao shopping e não poder sacar o cartão de crédito em alguma emergência féxion também é bastante odiável, assim como é odiável o fato da Guaraná Brasil, da Animale e outras marcas playbas usarem caveiras como estampa de suas coleções de inverno. Nenhuma “patty” tem o direito de se vestir com caveiras. Só eu.

*Mesmo sabendo que ninguém vai ter paciência para ler o post do link, eu só coloquei ele ali porque em pouco mais de dois anos de blog ruim, acho que ele foi a única coisa realmente legal que eu escrevi.

Quinta-feira, Abril 24, 2008

Meme a la Rob Fleming

Se eu entendi direito, devo fazer uma listinha de 8 coisas que eu sonho fazer antes de morrer. Achei 8 um número bastante considerável. Porque eu morro de preguiça só de pensar que tenho que fazer muito mais de 8 coisas antes de morrer, então qual o motivo de sonhar com outros 8 afazeres além daqueles que eu terei que fazer de qualquer maneira? E tiposki eu não acho 8 um bom número. Então vou adapatar o meme para um versão Rob Fleming e fazer minha listinha só com 5 coisas que eu sonho fazer antes de dar com o rabo na cerca.

1. Encostar os dedos das mãos nos pés sem dobrar os joelhos. Aliás, essa era uma das metas que eu tinha estabelecido para o ano de 2008. Ainda não consegui e já estou pensando seriamente em adiá-la para 2009.

2. Me comunicar com os mortos. Porque é sempre bom saber o que te espera, detesto surpresinhas desagradavéis de última hora.

3. Ser vocalista de uma banda de róque. Algumas coisas nem a idade faz com que você as abandone e essa é uma delas. Mas a menos que eu faça uma cirurgia nas cordas vocais, esse é tipo de sonho inútil que só serve mesmo pra ser o número 3 da sua listinha de 8 coisas que você sonha fazer antes de morrer.

4. Crescer 15 centímetros. Como no ítem anterior esse também não é o tipo de sonho que valha a pena. Se bem que eu ainda conto com os avanços da ciência nessa área.

5. Dar pro Selton Mello, pro Edward Norton, pro Tim Armstrong, pro John Cusak e pro Danny Elfman. Tem outros nessa lista, mas agora não lembro os nomes.

Taí a listinha infame. Não sei por que as pessoas a-do-ram me passar memes.  Qual a graça de ler esse tipo de coisa? Ainda tem outro aguardando nos afazeres bloguísticos mantendo-a-política-da-boa-vizinhança. E também tem o selo. Não sei bem o que deve ser feito com ele e espero que não seja para enfiar no cu passar pra frente, pois me recuso a incentivar qualquer tipo de atividade integrativa relacionada com selos.

Beijos!

Terça-feira, Abril 22, 2008

Enquanto o trabalho não vem

A melhor sensação do mundo é essa: estar empregado mas não estar trabalhando. Ninguém me ligou pra dizer quando devo me apresentar no ambiente jurídico, de modo que continuo com tempo suficiente para coçar as bolas (que não tenho, óbvio), editar as fotos ruins que eu tirei no show do NYD, levar minhas roupas velhas no brechó pra vender e outras inutilidades mais, inclusive essa a qual me dedico no momento. Só não fiquei desesperada ainda porque tenho mantido contato com meu futuro empregador e ele garante que só falta o crachá ficar pronto. Mas considerando que nem foto me pediram, desconfio que tenho bastante tempo para fazer nada.

Falando em crachá, tem coisa mais detestável do que ter que trabalhar com um crachá pendurado no peito? Pensa: você acorda super inspirada no quesito féxion, coloca a roupitcha moderna de acordo com as tendências da revista nova*, escova a cabeleira, passa o corretivo e… Pendura a porra do crachá no pescoço. Porra, estraga a produção de qualquer serumano. Sem contar que muito inibe o uso de acessórios como colar e gargantilhas. Depois de quase um ano desempregada, achei que a tecnologia já teria substituído essa coisa horrenda de plástico com sua pior foto colada nele por algo mais bonito. Comassim minha digital ou a leitura da minha íris não basta pra liberar a catraca?

Agora momento diarinho sobre o feriado: peguei congestionamento na Imigrantes, bebi horrores em destilados, comi gordura trans aos montes e daqui oito meses vou ganhar outra sobrinha. Ou um sobrinho. Aproveito a oportunidade para parabenizar extra oficialmente minha amiga Zi e lembrar que eu avisei dos perigos de uma pílula mal tomada ou uma foda desprevenida alguns posts atrás. Se bem que só de imaginar o (a) mini roqueirinho (a) de boutique que está por vir, fico deveras orgulhosa. A próxima geração tem salvação quando os pais são o tipo de gente que caga e anda pro créu, pra mulher mortadela e essas coisas aí. Vou já providenciar o meu primeiro presente, que é o cd de versões infantis para as músicas dos Ramones. Criança tem que ser doutrinada desde a primeira cagada.

*Não, eu não leio a revista nova. Eu ainda leio capricho . \o/

Quinta-feira, Abril 17, 2008

Marlboro, whiskey, Stray Cats na vitrola e bem vinda ao mundo dos coxinhas

Não oficialmente ainda porque só começa (acho) na semana que vem. E agora eu tenho duas calças sociais, uma camisa branca e um blaiser pra habitar - e sobreviver - dignamente o maravilhoso mundo dos adEvogados e dos contratos. Bem, não sei se é maravilhoso, mas acho que vai render bons posts, se é que isso é possível. Se não, pelo menos terei um motivo concreto para reclamar da vida, do mundo e quem sabe até para cortar os pulsos de verdade. E eu terei um chefe e ninguém pode imaginar como isso me deixa feliz. Ficaria mais feliz se meu chefe fosse mesmo ela, mas um chefe qualquer já me basta por enquanto. Não vou tecer comentários sobre o que me fez decidir, porque isso seria a parte chata de algo bom e de chata, me basto.

O mais importante disso tudo é que amanhã eu vou finalmente comemorar meu emprego coxinha. E nada mais justo do que uma noite de rockabilly no Vegas com show dos gordinhos mais safados das galáxias. Vou fazer montinho, lamber o chão, rodopiar pela pista inteira e voltar pra casa descabelada, suja e fedorenta. Também vou acordar no dia seguinte cheia de rímel preto na testa e me sentir a tal diva falida e tudo o mais. Só espero não mijar na cama porque dá um puta trabalho limpar o colchão e eu só quero saber de trabalho na terça feira (começar a trampar numa semana de feriado é o cúmulo da sorte. Valeu aí, Ozzy).

So grab you guitar, grab your girl

Comb your hair and put on your dancin´shoes

We´re gonna rock all over the place.

\o/

Terça-feira, Abril 15, 2008

A cozinha mais rápida do oeste

A (há?) quarenta e cinco minutos atrás eu não tinha a menor idéia do que fazer pro almoço. Agora tenho uma mesa posta com salada de alface, agrião, tomate e cenoura e beterraba raladas; arroz integral, feijão e bife grelhado. Nem Jamie Oliver é mais eficiente do que eu na cozinha. Tudo bem que o feijão estava congelado e o arroz já estava pronto, mas isso é mero detalhe.

E não existe nenhum motivo senão o mais idiota possível pra se fazer um post desse naipe, mas eu ainda preciso entender tudo que está acontecendo por aqui. Um surto psicótico às 3 da manhã por causa de um jogo de lençóis mal colocado na cama mais ou menos explica.

A seguir, cenas.