27/07/2010

Vida na agência

- Eu: Cesinha, se o Batman é morcego, por que ele não usa bengala? \o/

- Cesinha: Não entendi.

- Eu: Morcego. Mór cego… :D

- Cesinha: Ah…

- Eu: Poxa, achei que tinha arrasado na piada…

- Cesinha:  Mas o Batmam ficou paraplégico mesmo.

- Eu: Sério? Qual Batman?

- Cesinha: Bruce Wayne oras, o único que existe.

26/07/2010

When you got nothing, you got nothing to lose

Foi aí que eu lembrei que a gente não perde nada. Às vezes só demoramos para encontrar as coisas outra vez e isso pode até ser o caminho de volta para onde se estava antes, tão antes que nem lembramos mais como era. Tinha esse livro que eu li quando criança, o reino qualquer coisa do beleléu, que contava a história das coisas perdidas, aquelas que nem São Longuinho acha. Não me lembro do final exatamente, só tenho a impressão de que as coisas que ficaram lá voltaram pros seus lugares. Daí pensei no almoxarifado da vida, o lugar onde você esquece um bocado de partes suas e nunca mais volta pra buscar. Por que dá trabalho, por que não faz mais sentido, por que somos covardes ou por que tem uma parte novinha e tão mais legal logo ali na esquina. Podemos ficar nos perguntando em looping onde é que esses pedaços de nós mesmos foram parar. Só que eu sempre achei mais bonitos os pontos de exclamação do que os pontos de interrogação. Esses últimos te paralisam demais quando não sabemos as respostas. As exclamações são muito mais lúdicas. Olha que dia lindo! Olha que troço foda! Mas eu sei que isso é questão de gosto. Prefira as interrogações e tenha coragem de ir atrás do que quer que seja. Eu fico aqui com as minhas exclamações. De uma ou outra opção sempre teremos as risadas, pois essas nunca são aceitas no almoxarifado da vida. Esqueça-as por um tempo e espere. Elas acabam voltando sozinhas.

17/07/2010

Gentileza via twitter

@bjomeliga: O Senhor é meu pastor, mas eu nem sou ovelha.

@fulanoengraçadinho: Se não me engano, ele pastoreia vacas também.

@bjomeliga: Que bom, sua mãe tá bem assessorada então.

@fulanoengraçadinho: Se quiser te indico a manicure de casco favorita dela.

@bjomeliga: Valeu, mas eu uso ferradura.

15/07/2010

Diazepam

Pensando no futuro desse blog. Pensando que eu sinto falta daquela outra eu, que se perdeu nas crises de ansiedade, que não soube administrar o tempo. Eu estava dirigindo rumo a um muro e sabia que se não parasse, bateria de frente e me foderia. Ainda assim, não pisei no freio. É a vontade de ver até quando se aguenta. Oi, posso abusar de você? Não, não pode. Desacelera senão o carro sai da estrada. Eu nunca revirei a vida, ela que me revira de vez em quando. Foi assim no emprego. Varri anos de insatisfação pra debaixo do tapete até que o tapete não tinha mais espaço. E apesar de eu querer muito dar esse rumo novo, fiquei triste quando tive a chance de finalmente abandonar 10 anos de insistência. Burra. Me coloco do avesso e espero. Me coloco avessa às coisas que nem me incomodam de verdade. Por quê? Ele me perguntou desde quando eu sinto essa ansiedade que congela o estômago e eu respondi desde que me conheço por gente. Então me explicou ser esse o motivo de ficar deprimida sem motivo. Anseio muito e me deprimo. Ela me disse que eu sou egoísta porque não sei receber. Preciso das rédeas, de toda a responsabilidade da vida nas minhas costas e não deixo ninguém fazer nada pra mim. Isso é egoísmo de certo modo. Sempre dar, nunca receber. Triste também. Amar também é se deixar ser amado. Quando a felicidade fica muito plena, uma luz vermelha acende na minha cabeça mostrando que tem algo errado. É hora de perder alguma coisa. A gente coloca máscaras pra viver melhor ou de acordo com o que julgamos melhor. Vesti-las nem sempre é um mal sinal. Ser flexível, aliás, é um ótimo modo de agir. Eu visto uma armadura. Porque preciso ser líder e quando não sou, contrario as coisas ao meu redor só pra ser do contra mesmo e ganhar algum tipo de notoriedade. Porque tenho vergonha de admitir que eu não sei sobre tudo. Não li esse livro, não vi esse filme, não escutei essa música. Tenho vergonha de não saber. Finjo que não gosto. Li, vi, ouvi e não gostei. Pronto, tenho uma opinião. Quanta inteligência, hein?

Fui fazer análise porque quero entender e rechaçar qualquer coisa parecida outra vez. Minha mãe sempre me disse que o melhor dos mundos é ser independente. Faça o que você quiser, nunca dependa de ninguém. Cresci e vi justamente o contrário. Não quero cagar pro mundo e fazer o que eu bem entender. Quero ser cuidada por alguém, quero que me coloquem no colo e me digam que está tudo bem. Que não é preciso resolver tudo sozinha e que não há nada de errado com isso. Que não preciso sentir culpa em pedir ajuda. Que as pessoas fazem as coisas por você porque elas gostam de você e não há nenhuma obrigação nisso. Ninguém pensa: é um saco cortar legumes, mas sou obrigado a fazer isso já que estou aqui. Fazem só porque te amam. E você não vê, não aceita, não deixa. E não tem outra chance.  De novo, amar também é se deixar ser amado.

Tudo está nos arquivos tão pessoais desse blog. Então pensei em apagar, mudar a url, ser anônima, sei lá. Muita fratura exposta. Mas não há “mover para lixeira” que resolva. E tem o apego. Eu tenho apego ao que eu escrevo mesmo sabendo não ser nada extraordinário. Pequenas histórias de uma vida sem grandes atrativos. Já fui bem mais legal que isso. E é disso que eu tanto sinto falta. Daquele outro eu. Que brilhava mais, que ria mais, que se divertia mais, que se importava menos com o que não tem mesmo tanta importância. Que fazia os outros se apaixonarem por mim. I miss you, darling. The old you. The new one sucks.

30/06/2010

Úrsula Iguaran nos tempos sem cólera

- Deve ser a cor do seu cabelo.

Eles saíram andando pela principal avenida da cidade depois de uma tarde inteira relembrando tempos onde só existia espaço para diversão. Riram das histórias, especialmente da vez que ela tinha observado, num dos muitos sincericídios que cometia sem nem perceber, que o colete dele parecia um tapete de banheiro. Andava preocupada com o modo que as pessoas a olhavam na rua, um misto de curiosidade e compaixão, como se soubessem tudo que vivera nos últimos dias. Sabia que não era o cabelo, nem as sardas muito menos as roupas cuidadosamente combinadas de modo desleixado.

Úrsula tinha perdido o emprego e o namorado quando descobriu que estava com câncer. Por isso, volta e meia ela olhava pro céu e se perguntava se ali em cima realmente existia alguém que olhasse por nós, pois se a resposta fosse sim, sua única certeza era a de que ele só poderia ser muito cruel. Via tantas pessoas caminhando como ela e desejava que sua fração de penas e sofrimentos tivesse sido distribuída de forma mais igualitária. Afastava o pensamento e sentia-se forte o bastante para aguentar o que fosse. Imaginava-se num ringue socando cada um dos problemas que pareciam sem solução, derrotando todos eles um a um. Tum! Soc! Pow! E assim ia combatendo as aflições, o modo aprendido nos antigos seriados da infância. Não sentia pena de si mesma e não admitia que ninguém no mundo sentisse, e bem por isso desfiava sorrisos de quem vive o melhor momento da vida. Era frágil e sabia, mas jamais permitiria que mais ninguém soubesse.

Continuaram a andar meio sem rumo, olhando os prédios modernos e as antigas casas que ali coabitavam em harmonia. As mãos sempre estavam enterradas nos bolsos e o queixo sempre erguido. Duda era aquele cara meio desmilinguido, amigo fiel e um dos poucos sobrevivente à época onde só o que importava era mesmo a diversão. Estudaram juntos e estavam juntos sempre que a vida lhes permitia. Não foram namorados, mas transaram naquelas noites em que a quantidade de bebida ingerida pedia e a solidão imposta a eles também. Naquela tarde, não havia muita conversa; o silêncio era o que o momento pedia. Aquele silêncio cúmplice que só existe entre quem amam demais pra compreender como a maior prova de amor já declarada.

(…)

To be continued. Or not.

***
PS.: E eu sei que Úrsula Iguaran não habitou o amor nos tempos do cólera. Ela estava lá, nos seus 100 anos de solidão. Não encham meu saco por isso.

22/06/2010

Vida na agência

Uma da tarde, as paredes do estômago colando. Descemos eu e Nins pra almoçar aquele estrogonofe de frango com creme de leite talhado que só o mineiro sabe fazer.

Eu: Cara, tô com a maior fome, quase não comi ontem.

Nins: Sério? Não jantou?

Eu: Ah, jantei duas doses de vodka.

Nins: Deveria ter jantado duas doses de saquê. Pelo menos é arroz.

Chegamos no ambiente familiar, encontramos Cesinha e Amigão. Já que tinha um litro e meio de coca dando sopa, sentamos junto.

Cesinha: Dormi nada essa noite, tô podre.

Eu: Já sei, encheu a cara.

Cesinha: Não, tô malzão da garganta. *abre a boca mostrando três bolotas gigantes de pus no fundo da goela*

Eu: Nossa César, vai num médico.

Cesinha: Já fui.

Eu: Quando?

Cesinha: No churrasco ontem. Tinha um médico lá.

20/06/2010

Top 5 coisas legais pra se fazer no domingo de Copa

Influenciada por assistir pela milésima vez Alta Fidelidade, resolvi fazer um Top 5 de coisas legais pra se fazer nos domingos de Copa, onde somos acordados às sete da manhã por vuvuzelas insanas que apitam nas sacadas da vizinhança. Claro que essa listinha de coisas só vale se for domingo de jogo do Brasil. Por que né, os outros jogos são legais só quando a classificação da pátria depende que algum  time perca, ganhe, empate ou seja lá como isso funciona (pois é, não entendo).

1. Ir passear com a Punky na feirinha da Paulista. Ok, confesso que eu vou todo domingo passear com a Punky nessa feirinha, mas é só porque domingo de manhã não tem nada pra fazer e ela precisa cagar na rua e se sentir cachorro de verdade. O fato é que nos dias normais aquilo fica lotado e difícil de circular. São horas na fila pra tomar um sorvete caseiro (altamente recomendado) de cereja  e gente que te esbarra a todo instante. Sem contar que a cadela fica louca com a variedade de tornozelos que passam pelo seu focinho e eventualmente ela quer morder alguém. Ou outro da mesma espécie. Daí que no hoje a feirinha estava vazia, o que representa grande liberdade de tráfego e apreciação fácil de todo um artesanato de várzea que lá se encontra.

2. Tomar cerveja antes do almoço. Pois é amigos. Já dizia algum cancioneiro (de várzea, óbvio) que mulher, cerveja e futebol meu deus como isso é bom. Tiro mulher e incluo rock n’roll porque ainda não virei lésbica, de modo que mulher pouco me importa. Então na manhã do domingo de jogo do Brasil a gente abre uma cerveja antes do almoço que é muito bom pra ficar pensando melhor – e antes de qualquer sólido ter sido ingerido – enquanto não começa o jogo. O rock n’ roll fica por conta do shuffle do itunes, embalado pelos assopros das vuvuzelas, agora muito mais insanos que antes.

3. Desenterrar roupas verde e amarela. Já que o patriotismo moleque se instala nos corações da geral, entremos na dança. Abra seu guarda-roupa e procure aquelas peças meio esquecidas desde 2006. Há que se ter uma camisa velha da Copa passada ou qualquer outra bobagem nos tons que se pede. Eu achei a camiseta vagabunda (mentira, é da Zara) cor de ovo e uma bandana verde que muito combinou com meu cabelo ruivo. Pronto. Tô linda, tô torcedora, tô na Copa, Brasil!

4. Procurar no Google quem é quem. Se você é uma nulidade absoluta em termos de futebol como essa que vos escreve, deus google taí pra te dar uma mão. Tá todo mundo no twitter falando de um fulaninho qualquer e você não sabe que é, muito menos em que time ele joga? Aproveite a oportunidade e fique por dentro de todos os convocados de cada seleção. Você vai deixar de achar que era um erro de digitação para drogas quando uma arroba da sua timeline falar do Drogba na próxima vez.

5. Beber com ozamigue. Por que ver jogo do Brasil sozinho é muito triste. Você pode até achar que tá feliz por contas das oito cervejas que tomou, mas isso é pura ilusão. Gritar gol e abraçar a almofada também não é a coisa mais incrível do mundo. Então mexa esse traseiro gordo, resgate seus contatos e corra pra fora de casa. Talvez você não esteja reunida com todas as pessoas com quem gostaria de estar, mas certamente estará com alguém que vale a pena. Vista a camisa e get out. Amanhã é segunda e essa com certeza é última coisa que você quer lembrar nesse momento.

19/06/2010

Ensaio sobre a verdade

Então Saramago deu com o rabo na cerca e nós estamos aqui, vivos e inteiros nesse mundão de meu deus. Eu não sei o que acontece com a gente depois que vamos embora por que ir embora é algo que acontece sempre. Às vezes acontece antes mesmo de querermos. Vamos embora do trabalho, vamos embora do bar antes que a situação piore, vamos embora das coisas antes que elas atinjam aquele grau de deterioração irreversível. Mas ir embora da vida ainda é um mistério para a humanidade. Temos esses relatos de experiência pós morte, de coma e que tais, mas taí nosso cérebro maldito pra nos pregar peças o tempo todo.  O inconsciente é um grande buraco negro, e com buracos negros não sabemos o que fazer. Tivéssemos o poder de vivenciar as coisas ocultas, estaríamos numa merda muito grande. Por que conhecer todos os segredos deve ser um saco. O desconhecido aguça os instintos e faz irmos além do que já sabemos. E tem sempre tem a fé, essa sim uma incógnita da vida. Mesmo com tudo isso, depois que nossos órgãos se apagam, depois que a consciência morre, ninguém sabe o que temos. Eu já vi muita coisa. Já vi pessoas receberem espíritos, que lêem sua mente, que escrevem mensagens do além, que tiram a sua sorte e também acertam. Uma vez eu conheci alguém que me disse que a morte nos leva exatamente para aquilo que acreditamos. Não sei como é acreditar depois do breu, mas posso entender que isso seja um estado anterior. Enfim.

A verdade é que a gente acredita naquilo que nos faz sentir melhor. Pode ser uma ilusão boba, pode ser uma convicção qualquer, pode ser a aceitação tácita de que as coisas devem ser exatamente como elas são. Mas também é verdade que nós temos o poder de a qualquer hora – e aqui eu incluo até a hora em que estamos no banheiro – mudar nossas crenças. Basta querer. Às vezes isso acontece de repente, às vezes passamos por um processo de auto conhecimento, às vezes acontece enquanto vemos um filme. Não importa. O legal de tudo é que a gente pode mudar o que acreditamos tão logo se queira. E aí o que era luz vira escuridão e o que era escuridão se torna um dia de céu azul. Aquilo que achávamos ser erros tornam-se apenas quem somos na nossa maior ingenuidade e todos os acertos viram uma grande cagada. Não há nada mais ideal do que poder nos livrar das coisas que não nos servem mais. Porque assim é a verdade; um belo bocado de coisas que viram obsoletas no mesmo instante que se deseja.

O mundo é grande demais para se viver com verdades absolutas. Não é algo que eu tenha aprendido, só é uma coisa que eu sei que existe. Ou melhor, não existe. Todas essas verdades, todas essas provas podem sempre ser contextadas. E revisadas e revistas e revisitadas. E nisso reside aquilo que nos é mais caro: a nossa própria liberdade.

Não é incrível?

17/06/2010

A taça do mundo é nossa

Eu não sou muito ligada em futebol. Quer dizer, eu não sou nada ligada. De vez em quando gosto de ver os jogos com os amigues que gostam de verdade (e não são poucos), nem que seja pela cerveja e pra fazer comentários idiotas, típicos de quem não entende porra nenhuma. Eu já gostei mais. Já tive camisa do mixuruco Santos, já fui em estádio, já torci de verdade. Com o tempo eu comecei a detestar futebol, naquela pegada de ser do contra. Eu sei que é difícil entender alguém que gosta de ser do contra só pra ser do contra, mas essa sou eu, toda trabalhada no erro. Era quem nem 24 horas, eu odiava até parar pra asistir e virar fiel da CTU. O que eu preciso é só de alguém que me empurre pras coisas legais e abra minha cabeça pro lado banal da vida, que eu nunca vejo por estar sempre ocupada demais reclamando de qualquer idiotice.

Aí tem a Copa e Copa é coisa séria. Eu gosto muito, mas muito mesmo desse clima Brasil varonil que invade os corações do povo. Não ligo pra escalação, não vejo o sorteio das chaves. Mas quando tem jogo, eu quero ver gol. Se eu contar que ontem eu demorei 1h30 pra ir do Morumbi à Vila Olimpia e nem me irritei, ninguém acredita. Se eu disser que fiquei puta por que não conseguir comprar uma vuvuzela, talvez alguém acredite mas ache pouco provável. Por mais que eu não saiba a diferença entre um lateral, um centro avante e um escanteio (oi?) eu gosto de ver como os jogadores se comportam e tenho frio na barriga quando a bola passa por cima do travessão. E gosto de ver as caretas – e o modelito – do técnico, curto muito as pessoas fantasiadas na torcida, gosto quando todo mundo levanta e se abraça depois de cada bola dentro da rede. A gente fica mais humano, sei lá. Sei que a Copa faz isso com as pessoas: que todas estejam com um objetivo comum, juntas por um ideal que, mesmo sem mudar nada na vida de cada um individualmente, nos faz ser mais alegres e isso justifica todo o caos que viram as ruas, os botecos, as salas de reunião e até a sua casa. O caos é desejado e por isso a Copa é essa época foda. Eu sei que tem muita gente que acha uma puta babaquice e que não vê sentido algum. Mas aí é ser frio demais. Não tem como não se emocionar quando a seleção canarinho sou velha entra com suas camisas amarelas e seus shorts azuis. É uma coisa bonita, pô!

Vocês podem até achar que tudo isso é balela, que o grande lance de existir um amor pela Copa se deve exclusivamente ao fato de sairmos mais cedo do trabalho pra beber. Não discordo que seja um plus. Só não acho que se trate exclusivamente disso. Acredito mesmo na sensação ótima de ser feliz por qualquer bobagem. Mesmo quando tudo ao seu redor parece estar em pedaços, vem aí um futebol qualquer pra acalentar o coração. Eu não vou fugir disso, não dessa vez.

15/06/2010

Whatever Didi wants

She’s gonna get it.
I wouldn’t walk 500 miles, when I could fly coach, but almost anything.
I wouldn’t swim, across the nile when I could get a amoebic disentary.
I would do almost anything for you
Cause if there’s anything you want
I’ll probably get it
Just tell me what you need
I’ll try not to forget it
You need someone to blame
I’ll say I said it
Whatever Didi wants, she’s gonna get it
I wouldn’t climb the highest mountain, could get a blister, but almost anything.
I wouldn’t throw coins in a fountain, I may be needing to make a phone call.
I’d call you collect whenever I could.
Cause if there’s anything you want
I’ll probably get it
Just tell me what you need
I’ll try not to forget it
You need someone to blame
I’ll say I said it
Whatever Didi wants she’s gonna get it
You are so beautiful
You are so beautiful to me
We’re gonna try an’ get it right
It doesn’t seem, like you’re a million miles away, no. But maybe one or two.
That doesn’t mean, I never loved youI love you long time, when you’re on top of me
I love you as much as anyone could
Cause if there’s anything you want
I’ll probably get it
Just tell me what you need
I’ll try not to forget it
You need someone to blame
I’ll say I said it
Whatever Didi wants, she’s gonna get it.