Foi essa minha racionalidade puta, vendida por migalhas de sentimentos confusos e atropelados, que fez eu ser um nada perto de tudo. Tudo que eu não tenho, tudo que não sei se quero ter de verdade. Seria bom se a gente pudesse dispor de uma borracha gigante pra apagar palavras pontuais cuspidas na hora errada – outras tantas verbalizadas em sequência desordenada – ao invés de nos entupirmos de açúcar aos domingos, tentando tapar um buraco que nunca terá uma tampa a altura. Faço questão de esquecer que não sentir culpa é a melhor coisa que se possa sentir. Porque eu preciso começar a sentir culpa pelas coisas que eu ando sentindo.
Assim observo, inerte, meus cacos se transformando em montanhas de vidro enquanto eu, carrasco da minha própria morte, fico só esperando que meus pés comecem a sangrar de verdade.



5 Comentários
16 16UTC Junho 16UTC 2008 às 3:32 AM
Nossa mãe!!
Que tortura ler isso, dá uma curiosidade.
kiss
16 16UTC Junho 16UTC 2008 às 12:53 PM
É melhor sangrar do que ficar cheio de pequenos cortes – que não sangram – mas infeccionam e transformam um ‘acidente’ em uma tragédia. É preciso sangrar, honey, permita-se.
bjomeligaporra!
16 16UTC Junho 16UTC 2008 às 3:26 PM
Meu, tu tá mto introspectiva *medo*
16 16UTC Junho 16UTC 2008 às 8:08 PM
Minha nossa, a coisa está grave. Ok, imersão URGENTE em baladinhas da augusta, de áu istár, fumando Free ou “Mallboro”, ouvindo indie rock americano e britânico e posando de hype do momento!!!!
16 16UTC Junho 16UTC 2008 às 11:21 PM
Rápido amiga, faz a mala e foge!
Nem olha pra trás.
A gente te busca no aeroporto.